Do Embrião à Nova Vida
Quando, animal, nasci,
Percebi que aquela luz me era estranha.
Ouvi vozes, que jamais tinha ouvido.
Perguntei-me em silêncio e no vazio:
Que seres eram aqueles?
Mas nada me foi dito.
Só sorrisos sobreditos,
Sem nem sequer sabia ouvir!
E minha vista? Embaçada.
Nem via o que me esperava.
Além do ódio, mentiras e todo o mal.
Chorei, pois acreditava, que bastava eu refletir;
Que pra dentro retornava.
Pra o local donde nasci.
Saí de um mundo escuro, ignorado,
mas consciente e abraçado,
Para, então, vir, bem de repente,
Pra um mundo louco e desgastado.
Que sequer meu corpo sente.
Melhor? Seria engraçado.
Mas segui sempre em frente,
Não me tem outra opção?
Da sensação cognoscente,
Que não fosse ilusão?
A realidade é tão vertente.
Que meus pés tão pelas mãos.
Vi que o caos estava perto;
E longe o vi ao mesmo tempo.
Pensei que era um sonho incerto,
Sem memórias, e sem tormentos.
Mas era a vida, de tão bela,
Sabedoria e de dissensos.
Armei-me de todos os meios.
Fechei os punhos a defender.
Minha voz presa queria.
Só queria te dizer
Que eu estava ali, mesmo com medo,
Sem sequer me perceber.
Que o conforto do abandono, me deixou ao bel prazer.
E a nova era me tornou
Um ser mais forte e tão feliz.
E a verdade é que ali,
onde estive sem nariz,
Respirei por tanto tempo
Que nem sair jamais quis.
Pois o ar que me deu vida,
É o mesmo que corrói
Minha alegria e minha força
Pois é o que cria e nos destrói.
Era um lugar tão mais real,
Do que esse pobre desalento.
Hoje sei que estou aqui.
A seguir o meu intento.
Minha vinda, um objetivo.
De cumprir a evolução.
Depois, novamente, seguir,
Para uma nova dimensão.
Pra que o amor, talvez renasça.
E não me seja ilusão.
E assim, tornar-me humano.
Com o fim de um velho plano.
Que na memória vai ficando.
E a razão, enfim, da vida,
Qual se foi, e o que fica?
O sentimento mais primário
Do amor que não se explica.
CAMPOS, A. Charles, 2014.
Quando, animal, nasci,
Percebi que aquela luz me era estranha.
Ouvi vozes, que jamais tinha ouvido.
Perguntei-me em silêncio e no vazio:
Que seres eram aqueles?
Mas nada me foi dito.
Só sorrisos sobreditos,
Sem nem sequer sabia ouvir!
E minha vista? Embaçada.
Nem via o que me esperava.
Além do ódio, mentiras e todo o mal.
Chorei, pois acreditava, que bastava eu refletir;
Que pra dentro retornava.
Pra o local donde nasci.
Saí de um mundo escuro, ignorado,
mas consciente e abraçado,
Para, então, vir, bem de repente,
Pra um mundo louco e desgastado.
Que sequer meu corpo sente.
Melhor? Seria engraçado.
Mas segui sempre em frente,
Não me tem outra opção?
Da sensação cognoscente,
Que não fosse ilusão?
A realidade é tão vertente.
Que meus pés tão pelas mãos.
Vi que o caos estava perto;
E longe o vi ao mesmo tempo.
Pensei que era um sonho incerto,
Sem memórias, e sem tormentos.
Mas era a vida, de tão bela,
Sabedoria e de dissensos.
Armei-me de todos os meios.
Fechei os punhos a defender.
Minha voz presa queria.
Só queria te dizer
Que eu estava ali, mesmo com medo,
Sem sequer me perceber.
Que o conforto do abandono, me deixou ao bel prazer.
E a nova era me tornou
Um ser mais forte e tão feliz.
E a verdade é que ali,
onde estive sem nariz,
Respirei por tanto tempo
Que nem sair jamais quis.
Pois o ar que me deu vida,
É o mesmo que corrói
Minha alegria e minha força
Pois é o que cria e nos destrói.
Era um lugar tão mais real,
Do que esse pobre desalento.
Hoje sei que estou aqui.
A seguir o meu intento.
Minha vinda, um objetivo.
De cumprir a evolução.
Depois, novamente, seguir,
Para uma nova dimensão.
Pra que o amor, talvez renasça.
E não me seja ilusão.
E assim, tornar-me humano.
Com o fim de um velho plano.
Que na memória vai ficando.
E a razão, enfim, da vida,
Qual se foi, e o que fica?
O sentimento mais primário
Do amor que não se explica.
CAMPOS, A. Charles, 2014.
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