Do Embrião à Nova Vida Quando, animal, nasci, Percebi que aquela luz me era estranha. Ouvi vozes, que jamais tinha ouvido. Perguntei-me em silêncio e no vazio: Que seres eram aqueles? Mas nada me foi dito. Só sorrisos sobreditos, Sem nem sequer sabia ouvir! E minha vista? Embaçada. Nem via o que me esperava. Além do ódio, mentiras e todo o mal. Chorei, pois acreditava, que bastava eu refletir; Que pra dentro retornava. Pra o local donde nasci. Saí de um mundo escuro, ignorado, mas consciente e abraçado, Para, então, vir, bem de repente, Pra um mundo louco e desgastado. Que sequer meu corpo sente. Melhor? Seria engraçado. Mas segui sempre em frente, Não me tem outra opção? Da sensação cognoscente, Que não fosse ilusão? A realidade é tão vertente. Que meus pés tão pelas mãos. Vi que o caos estava perto; E longe o vi ao mesmo tempo. Pensei que era um sonho incerto, Sem memórias, e sem tormentos. Mas era a vida, de tão bela, Sabedoria e de dissenso...
"Meus escritos, minha visão de mundo.". Charles Araujo Campos.